The war that have no end in sight

A Síria, em guerra há sete anos mostra um cenário alargado, e exclusivo no que diz respeito à industria da manutenção da ofensiva sobre o seu povo, perante este conflito, o mundo não está indiferente, está impotente. A divisão interna deste país entre castas e etnias, excede a possibilidade da intervenção externa por parte das organizações Internacionais, a guerra, é feita de atores regionais e tem como fim ultimo manter o governo de Bashar al – Assad.

Ghouta é a região de um país partido,destruído, em guerra há 7 anos, os aviões Sírios de combate já descarregaram armamento responsável pela morte de mais de 600 civis, só nestes dias e permanecem indiferentes os efeitos tóxicos da guerra química que se alastrará no resto do mundo. A Síria excede-nos como nos excede a morte, não se consegue travar o que está a acontecer porque este regime não considera qualquer possibilidade de obediência ou cooperação, Assad, vai acabar por cair com o tempo, mas até lá, ninguém está preparado para a violência que daí vem e a para a morte. Este regime, neutralizou os vivos que lhe conseguem resistir e com isto antecipou-lhes o sofrimento e morte, Assad, ensinou o seu povo a viver entre nada por muito que os olhos embaciados de alguns, escondam uma interrogação.

Se desafiarmos a imaginação, perante a brutalidade de regimes, que se impulsionaram através dos seus demónios, encontramos outros exemplos de extermínio na história, como foi o Holocausto, ou o extermínio da revolução Russa, em que ambos aniquilaram os supostos dissidentes, o que se prova neste momento com Ghouta é que, depois de Stalín e de de Hitler o sec. XXI, ainda não conseguiu poupar os seus povos à destruição, e à morte. E prova igualmente, que a base da luta de um povo é contra o seu ditador.

A Síria contou com o apoio da Russia, Putin nunca defendeu regimes que privilegiem a capacidade de proteger o seu povo. A Russia, dificil de controlar, é um país que desconfia da retórica humanitária,é um país em que, a sua classe governante sempre teve uma obsessão política pelos regimes autocráticos, e absolutistas que defendem lideres como Assad, Kadhafi, e Mubarack. É este país, de estepe fria e de sentimentos fechados, “ uma charada envolta em mistério” como definiu Churchill, que tem na Síria seu principal foco de influência no Médio Oriente , e que não vai querer perder o grande cliente que a Síria é para a sua industria de armamento. Faltou à Síria levar a lição que uma elevada intervenção política é capaz de dar, impedindo que existam no mundo governos de credibilidade abandonada nos princípios que nos regem, mas não o fizemos.

É este dia de força que parece adiado, sine die.

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