The defining Choice

A América que produziu um dos seus grandes Presidentes, Willian Jefferson, principal autor da declaração de independência dos EUA, em 1776 que visualizou o país como um grande Império de Liberdade, foi uma américa disfuncional e estática, completa de desolação. As imagens pungentes de Hopper mostram “ drama da expectativa “ e a solidão dos tempos modernos. Lugares habitados por muitos daqueles que a globalização deixou á deriva, com bombas de gasolina sem carros e estradas sem fim á vista. Nos últimos quatro anos a América mudou mas não para melhor e o purgatório das decisões erradas e das falsas soluções pode ser um caminho muito longo. A ser reeleito, Trump será a admissão da derrota Americana.

Os americanos sempre trabalharam duro e tiveram ambições, acreditam na conjungação do trabalho e da perseverança e que um dia terão dinheiro para um carro melhor e uma casa maior com  um relvado geométrico, por isso não existe, uma América existem várias Américas.

A classe média, tem vindo a encolher nos últimos 20 anos , talvez seja esta, a  classe  que representa  a “True  América “ ,  que se situa  entre o excesso do luxo, e as sobras da miséria,  e que quis rever-se se  na  figura de Trump , quis manter o bom senso e continuar a mover a engrenagem e confiou no seu presidente para recuperar os empregos perdidos. Mas Trump, não só não criou essa oportunidade, como  tornou a América numa potencia consubstanciada nos seus interesses e em permanente competição pelos mesmos.

Deixou os seus opositores entrincheirados, governou pela imposição, controlou os media, sobretudo a televisão. Desenvolveu e viabilizou os seus negócios na China sob a tutela de Pequim e o regime disfuncional e totalitário de Xi Jiping , ao mesmo tempo que, perante a União Europeia assumiu o papel de um rival opositor mais do que de um parceiro indispensável.

Biden, que por esta hora já votou no estado de Delaware pode vir a vencer as eleições. Os Democratas acreditam que podem ganhar os votos dos negros dos latinos e das camadas mais jovens, mas o  desejo de acesso ao poder por parte dos apoiantes de Trump vai continuar pelos elementos republicanos mais radicais à direita.

A América  que salvou a Europa e transformou o século XX no século Americano, não é esta. O país que foi o grande aliado da Europa, que sempre defendeu e protagonizou as virtudes dos sistemas políticos Ocidentais , não é este. Os EUA, vivem um dos piores periodos da sua história, a pandemia assola o país, a população está dividida, o “ American dream “ está falido. O século XXI não será americano.

O país enfrenta uma escolha épica, e o resultado será notado ao nível das repercussões globais para a democracia, para o progresso e para a solidariedade entre povos. É urgente que a aliança entre um regime democrático e um regime económico capitalista, volte a reforçar-se para que não se percam as bases  com que a “ carpintaria” capitalista tratou da vida e manteve a prosperidade no século XX . Para isso, é preciso não ignorar, manter e continuar a reconhecer os mecanismos institucionais legítimos e os direitos fundamentais que limitam este poder e que foram , afinal de contas criados para isso.

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