Pulp Fiction ; a matter of history

Não se esquece Pulp Fiction. Quentin Tarantino escreveu e dirigiu um filme que foi uma revolução no cinema e que se tornou num símbolo cultural do futuro. Pulp Fiction fez história. A credibilidade e auto-confiança das personagens cómicas e improváveis que se apresentam na história fora da ordem cronológica , revelam e confrontam-nos com o absurdo da existência humana. Pulp Fiction é o exemplo de uma obra em que o autor se coloca a cima da interpretação do senso comum e não apela ao poder da audiência global que imita o sucesso e a receita dele, e por isso fez história , a sua influência tem a visceralidade de um filme sério. Resultou numa quantidade astronómica de dólares, para a época , estávamos em em 1994 . Criou a carreira de Uma Thurman e de Samuel L Jackson e ter feito muito por John Travolta e Christopher Walken.

Não se esquece Pulp Fiction, porque significou o pós-modernismo no cinema e o movimento inddie, e porque as suas três diferentes histórias ligadas entre sí, com diálogos ecléticos, que misturam humor e brutalidade, foram dirigidas de forma estilizada e resultaram numa irrepreensível estética cénica, sem que, em momento algum fossemos assaltados pela violência gratuita. Tarantino gere com paixão os cenários hiper-violentos que estamos a seguir e ao mesmo tempo fica-se intimidado pela profundidade e pêlo âmago das personagens.

Os dois assassinos profissionais, o gângster que os chefia e a sua mulher. O gatilho e a injeção de adrenalina. O relógio escondido no rabo do capitão Koons são exemplos das doses geniais de talento que Tarantino nos deu a provar. Em Pulp Fiction, foi pueril sem ser inocente, descomprometido sem ser light e, dramático sem ser lamechas. Fez o guião certo do final feliz. No fim venceu o dinheiro. Disse de Pulp Fiction que: “ poderia muito bem fazer outros filmes com os mesmos personagens “ , que continuaria a ser uma mistura perfeita de acção explosiva e humor perverso.

Deixe o seu Comentário

Instagram did not return a 200.