O eterno Verde

Longe vão os tempos em que os relatos dos viajantes enfatizavam constantemente a abundância e a prosperidade dos cenários da natureza das “ novas terras” que contrastavam com a paisagem de não prosperidade no resto da Europa. Mais tarde, as estravagâncias da revolução industrial que fizeram de vários lugares, joias vinculadas ao consumo, são agora países a precisarem  de educação ambiental. O processo de devastação do ambiente dos últimos 100 anos trouxe ás sociedades fordistas e industriais do pós-II Guerra Mundial e ao modelo neo-liberal, consumista e tecnológico que se seguiu, uma produção diária massificada de podridão instantânea per capita. Foi a deficiência de vida das sociedades da abundância que aqueceu o planeta, derreteu glaciares e provocou as mudanças climáticas. A era da  globalização fez o resto.

Chegamos ao século XXI, despertos para a ideia de habitar um mundo em desenvolvimento sustentável. Mais do que as doutrinas e políticas publicas e a nova ordem social que as procede, é preciso aceder á educação ambiental, ensinando a cada um de nós como alterar comportamentos enraizados. Comportamentos que, sempre estiveram relacionados com o facilitar dos nossos expedientes de vivência diária. Superando as atitudes que causam impactos ambientais negativos, ficará na memória de cada um o quanto o mundo está poluído e degradado, no ar, nas águas e no solo.

Greta Thunberg a jovem activista sueca esteve em Lisboa, Greta é um símbolo do movimento ambientalista sub dezoito, defende as questões climáticas e dá o exemplo. Viajou de catamarã para não poluir o ar. Faz greve á sexta na escola  pelo ambiente, greve essa que deu origem ao movimento  “Fridays for Future”. Discursou no fórum económico mundial e na conferência do clima da ONU, uma das suas frases recorrentes é : “ a nossa casa está a arder”. Greta sente-se, zangada e frustrada, mas Greta, não tem ainda idade para isso e o seu discurso alarmista não esgota a questão do ambiente que,  obviamente, tem mais formas de ser retratado.

Se durante muito tempo nas sociedades  Ocidentais  assentamos  a sela do progresso no lombo das nossas nações sem nos preocuparmos com os recursos da natureza, sem pensarmos  no  ambiente como uma paisagem que podia um dia vir a afundar-se sob as fendas das suas próprias contradições desmoronando-se em cima de todos, então agora  que estamos  cônscios não podemos parar. Nisto concordo com Greta.

 

Deixe o seu Comentário

Instagram has returned invalid data.