“Butterfly”

Yusra Mardini mito da juventude e da imortalidade que, em 2015 quase se afogou no Mar Egeu ao fugir num barco sobrelotado da guerra na Síria, não está no meu radar, mas sei o que as pessoas especiais representam enquanto pessoas com uma sensibilidade inata e um instinto infalível para conseguir esquecer o quão perto se pode estar da morte e, qual mito de bravura não permitirem que o medo os segure por mais que um segundo. Nunca dantes e nunca depois desse momento, Yusra Mardini e todos aqueles que vivem realidades trágicas como os jovens tailandeses de Tham Luang que estão a ser salvos neste momento, estiveram tão perto de não viver o que imaginaram ser a vida como ali, e tão perto de sobreviver.

Yusra conseguiu salvar a sua vida e a vida dos outros, fugiu da sua família e da casa que construíram, antes desta ser totalmente desfeita pelas bombas, conseguiu lançar-se ao mar revolto, às detonações e, recusou-se ao regime do seu país negando-se a viver uma vida sem presente, fugiu do perigo escolhendo outro perigo que mesmo assim a salvasse.

Esta jovem nadadora que se fez Olímpica quando vivia em Berlim num campo de refugiados, e os jovens de Tham Luang , são a esperança tomada real para uma melhor espécie humana.

O que inspira profundamente, nestas nossas crianças que vivem simplesmente em outro continente é a sua esperança e a fé inquebrável em serem salvos e, a lição que persiste em Yusra e nas crianças tailandesas é aprendermos um mundo melhor através deles, um mundo que está a cima do que se vê, capaz de nos elevar do mediático. Yusra, venceu-se às memórias de um regime raso de águas nocivas e paradas no qual aprendeu a nadar, um regime que não lhe deu a oportunidade básica de ter uma vida normal, de pensar no futuro de ser instruída, de sair com os amigos, e no caso das crianças de Tham Luang, a grandeza de conseguir escrever que se está bem nas profundezas de uma terra estranha. Meus heróis.

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