History will be made

Sem prejuízo de gastar o uso do léxico, da história da União Europeia as palavras que merecem toda a minha atenção são: Tratado de Roma, documento assinado entre 6 países Ocidentais em 1957 que desenhou os pressupostos do ” mercado unico”, as “quatro liberdades “: livre circulação de mercadorias, de serviços, de pessoas e de capitais, a palavra “euro”, e o acordo  “Schengen” que me permitiu viajar sem passaporte pela Europa a partir dos anos 90. A adesão de Portugal em 1986.

Mas, o meu maior saldo imaginativo das ultimas décadas da política Europeia, vai para a queda do muro de Berlim em 1989, e para toda a convulsão política que procedeu este momento, a par de outros importantes passos dados, por esta Europa feita ao longo de sessenta anos. Nesta altura fez-se a história da Alemanha e fez-se mais pela história Europeia, a partir daqui, não existiria mais nenhum quarto despojado na velha Europa, a abertura da fronteira entre a Alemanha de leste e a Alemanha ocidental, pela primeira, vez em quase três décadas, cimentou o conceito de liberdade, e a noção de que a existência dos outros cidadãos Europeus, por isso , se assemelha à minha.

O pressuposto da cooperação entre países em que acreditam na política da UE tem por base, exportar a mesma espécie de vida e de oportunidades entre países. O Brexit, foi um dos maiores reveses da história da União europeia protagonizado por um país: a Inglaterra, apoiado pela descrença no euro e pelo populismo soberanista que esta nação demonstrou.

É pena que, da Inglaterra nos possa sobrar pouco daqui a uns anos quando todas as negociações do artigo 50 do tratado de Lisboa estiverem terminadas, como sobrará pouco da fotografia dos cidadãos que foram acolhidos pela Inglaterra ao longo destes anos e que veem agora, a sua presença ameaçada pelas medidas de deportação que estão a ser alvo no território Britânico, medidas, que não contemplam em nada as motivações e a dedicação que estes prestaram à Inglaterra até agora, só para dar um exemplo.

Há labirinto nos sessenta anos da UE, ritmos de percurso diferentes e mudanças a que nenhum país se adaptou totalmente, como o envelhecimento da população, o capital humano limitado das pessoas perto da reforma, a alteração dos padrões de consumo ou outros temas, que todos os estados membros da União Europeia vão ter, doravante, de dar novas respostas que continuem a coincidir com a manutenção da prosperidade da unidade e da liberdade entre povos, cada um ao seu ritmo e todos na mesma direcção. Mas é a esta Europa que pertence o mais longo período de paz do pós-segunda guerra. Não esqueçamos.

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